Sinopse*:
Conheça Scarlett Epstein, BNF (Big Name Fan, ou Fã de Grande Nome/Renome) em sua comunidade online de escritores de fanfiction, renomada ninguém em Melville High. Suas melhores (ler: únicas) IRL amigas são Avery, uma rata de biblioteca dolorosamente tímida e irritantemente atraente, e Ruth, sua vizinha de setenta e três anos fumadora de maconha.
Quando o amado seriado de Scarlett é cancelado e sua paquera de longa data, Gideon, é sugado para fora de sua óbita e para o escuro e distinto mundo dos Populares, Scarlett se vira para os fóruns de fanfic como conforto. Porém, dessa vez, seus tópicos não são os lindos astros de suas séries favoritas - eles são as pessoas da vida real de seu ensino médio. E se eles descobrirem o que Scarlett realmente pensa sobre eles, ela vai ser jogada em uma situação mais dramática que qualquer coisa que ela já viu na TV...
* tradução feita pela autora dessa postagem, qualquer erro me avisem.
Aproveitando que este blog falará de fanfics no futuro, decidi que nada mais justo que minha primeira resenha (eu E, não J) fosse sobre um livro que tratasse desse tema.
A historia é bem leve, daqueles contemporâneos que o leitor consegue terminar em um dia tranquilamente, é sobre dramas familiares, amizades femininas, romance e claro, escrita.
A Scarlett é uma protagonista muito fácil de se identificar. Atrapalhada socialmente, ela fica devastada após seu seriado favorito ser cancelado, a ponto de não conseguir escrever mais suas fanfics. Seus amigos virtuais sugerem que ela crie uma fanfic no universo de Lycanthrope High mas com personagens originais. E é então que a parte que me fez comprar o livro acontece: as personagens "originais" são pessoas que estudam com Scarlett na vida real (cofcofeufaçoissocofcof).
Toda a ambientação desse mundo de fandom foi uma das partes mais divertidas porque foi realista. Eu posso não ter mais um Tumblr mas os perfis dos amigos virtuais da Scarface (seu nome online) são arquetipos aos tipos de fãs encontrados nessa rede social, sites de fanfics e outros, desde a garota viciada em yaoi fanon, a que escreve clichês com casais do canon e a própria Scarlett, que explora possíveis romances com personagens secundários. Um ponto positivo para Anna Breslaw.
Entretanto, admito que fiquei decepcionada com que a fanfic escrita. ERA MUITO RUIM, PELO AMOR DE DEUS! E, além disso, a atencao dada para o enredo foi excessiva e desnecessária, sendo até igual o meu único incômodo com Fangirl, da Rainbow Rowell. Capitulos eram quase todos ocupados por capítulos inteiros de "The Ordinaria", nome dado a fic, deixando um pequeno espaço para o desenrolar da historia principal que eu estava muito mais interessada em saber o desenrolar. Se fossem apresentados apenas fragmentos chaves, necessários para o desenvolvimento do livro, seria uma leitura um pouco menos arrastada e deixaria espaço para amarrar melhor pontos da trama que ficaram com desfechos insatisfatórios, como um em específico em que a autora tentou mostrar a perspectiva de uma certa personagem mas resultou em apenas uma desculpa boba e que não me fez sentir os sentimentos que acho que a autora tentou transmitir.
Tirando isso, os outros arcos narrativos foram legais. A melhor amiga na vida real, Avery, é divertida e engraçada, protagonizando a cena mais fofa da obra. O romance com Gideon é legal, apesar de um pouco morno. Mas o melhor arco é o drama familiar. Não darei spoilers, mas a cena que envolve o pai da Scarlett é o ponto de virada e que, mesmo que não diretamente, desencadeia outras crises. A mudança de valor da protagonista nesse momento é muito boa.
"If John is being honest with himself, it bothers him that his daughter is the kid at school that nobody likes."
Acredito que se a autora explorasse mais essa parte, teria deixado o livro mais profundo. Digamos que o Scarlett Epstein Hates it Here é como um filme da Sessão da Tarde mas se todo o cenário da família tivesse mais espaço, seria promovido a Tela Quente.
E essa é a minha primeira resenha do blog. Se alguém ficou interessado por mais detalhes, comentem abaixo!
Por E.
Por E.

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