sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

2 Leituras para as Férias de Verão

As férias de muitos já podem estar acabando, mas ainda sim tem muita série pra colocar em dia, e muito livro pra ler, então separei 2 livros que são divertidos, de leitura rápida e que me lembram férias de verão. Férias de verão porque o clima influência muito minha leitura, por exemplo só consigo ler livros de suspense em dias de neblina, não em dias ensolarados com passarinhos cantando, ou então livros de mitologia egípcia que se passam num deserto de 39° graus, em uma tarde fresca de outono. Enfim, vamos para as resenhas:

A jovem Poppy Wyatt está prestes a se casar com o homem perfeito e não podia estar mais feliz... Até que, numa bela tarde, ela não só perde o anel de noivado (que está na família do noivo há três gerações) como também seu celular. Mas ela acaba encontrando um telefone abandonado no hotel em que está hospedada. Perfeito! Agora os funcionários podem ligar para ela quando encontrarem seu anel. Quem não gosta nada da história é o dono do celular, o executivo Sam Roxton, que não suporta a ideia de haver alguém bisbilhotando suas mensagens e sua vida pessoal. Mas, depois de alguns torpedos, Poppy e Sam acabam ficando cada vez mais próximos e ela percebe que a maior surpresa da sua vida ainda está por vir.

  
A primeira resenha é o livro Fiquei com seu Número da Sophie Kinsella, esse foi um livro que me fez rir demais, não aquela risada de nariz, mas rir alto (por isso não recomendo ler em público, mas se você não tem problema com isso, já te admiro, e vá em frente!). Gostei muito da escrita da autora e a maneira como ela desenvolve a história. O final é muito emocionante, mas sempre com a graça que estamos acostumados desde o começo do livro, só senti falta de um epílogo, porque quando finalmente acontecem algumas coisas, o livro acaba, então podia ter um dois anos depois, só pra acalmar nossos corações e saber se ficou tudo bem mesmo. Mas isso não é nada que estrague o livro, porque o fim cumpre bem seu papel, de... bem... fim.

O segundo livro é o Teorema Katherine, de John Green! Algumas pessoas com quem conversei não gostaram muito desse livro, porque acharam esse livro diferente dos outros livros do John, mas foi exatamenete por isso que gostei, achei ele versátil, outra coisa que ajudou foi o fato desse ter sido o primeiro livro que li dele, então não sabia o que esperar e acabei me surpreendendo, depois li Quem é você, Alasca? e fiquei encantada com as questões filosóficas que o livro aborda, com temas como a vida e a morte e como lidar com as duas, mas como estava de férias queria algo mais leve e por isso achei a leitura perfeita. 
Após seu mais recente e traumático pé na bunda - o décimo nono de sua ainda jovem vida, todos perpetrados por namoradas de nome Katherine - Colin Singleton resolve cair na estrada. Dirigindo o Rabecão de Satã, com seu caderninho de anotações no bolso e o melhor amigo no carona, o ex-criança prodígio, viciado em anagramas e PhD em levar o fora, descobre sua verdadeira missão: elaborar e comprovar o Teorema Fundamental da Previsibilidade das Katherines, que tornará possível antever, através da linguagem universal da matemática, o desfecho de qualquer relacionamento antes mesmo que as duas pessoas se conheçam.
Uma descoberta que vai entrar para a história, vai vingar séculos de injusta vantagem entre Terminantes e Terminados e, enfim, elevará Colin Singleton diretamente ao distinto posto de gênio da humanidade. Também, é claro, vai ajudá-lo a reconquistar sua garota. Ou, pelo menos, é isso o que ele espera.

Como deve ter percebido pela sinopse esse livro tem várias fórmulas matemáticas, que Colin usa na busca de seu teorema, mas eu achei tão legal que isso não me atrapalhou em nada a leitura, mesmo não morrendo de amores por matemática. Esse livro também me fez rir em muitas partes e me deixou com muita vontade de aplicar as fórmulas pra prever a duração dos relacionamentos, imagina que fantástico: sem decepções! Mas ao mesmo tempo sem surpresas,então fica o questionamento se é melhor saber como as coisas vão acontecer, ou se é melhor ir se deixando levar, sem saber o que esperar...
Adorei conhecer o Colin, e a dupla que ele e seu melhor amigo, Hassan, fazem é sensacional, mas uma parte especial do livro foi o bônus que teve depois da história, quando a história acaba um amigo do John que ajudou com a parte matemática do negócio explica o que ele pensou para elaborar as fórmulas, e aproveita pra contar algumas histórias dele, e o jeito que ele termina de contar... Ah, é demais! Sério mesmo! Foi o que fez o livro fechar com chave de ouro, na minha opinião.

Agora uma coisa que os dois livros tem em comum são as notas de rodapé, que em vários momentos achei as melhores parte dos livros:

Nota de rodapé sobre notas de rodapé da Poppy, do livro Fiquei com seu Número
Nota de rodapé do livro Teorema Katherine, esses alemães excêntricos...

Então se estavam procurando por leituras simples e gostosinhas, acho que esses dois se encaixam perfeitamente. Espero que gostem e aproveitem as férias (Ah, e não esqueçam o protetor!)!
Por J.W.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Recomendação de Fanfictions: Blue e Gansey, de A Saga dos Corvos

Começarei essa postagem escrevendo que eu leio muito. Livros físicos, histórias originais autopublicadas espalhadas por vários sites ou ficções de fãs. A facilidade de eu entrar mais em contato com esse último se deve ao fato de eu ser uma chata quando se trata em levar meus livros para fora de casa e alcançar meu celular ser mais conveniente. Até quando estou com uma ressaca literária ainda tenho pique para ler algumas one-shots de meus casais favoritos.

Esclarecido isto, cumprirei aquilo que escrevi em minha primeira postagem de que esse blog trataria de fanfics e trago minha primeira lista de recomendação e como o próprio titulo diz, o casal escolhido será Blue Sargent e Richard Gansey III, da Saga dos Corvos, de Maggie Stiefvater.



Adianto que todas são em inglês, o que eu sei que pode ser um desafio mas essas histórias tem um inglês simples e como todas são curtinhas é uma oportunidade para treinar a leitura (foi assim que eu comecei a ativamente ler em inglês; depois de um tempo você passa até a perceber alguns erros de gramatica desses autores).

Sem mais enrolações!

Opiate de followsrabbit [Não classificada]: Pós O Rei Corvo. O tipo de fanfic que é um alivio para qualquer um que sofreu com esses dois nos livros. Eu não o último livro ainda, mas essa fic não tem spoilers, não mais do que o óbvio pelo menos. É sobre eles sendo permitidos a se beijarem e a autora vai direto ao que importa.

dancing across the sky de aflightoffancy [Livre]: Gansey leva Blue a uma festa de sua mãe. É fofa.

Something More, Something Else (Motor City Remix) de Isis [Adulto]: A visão do carro de Gansey, Pig, sobre os dois. É interessante e tem uma cena que faz mais ou menos jus a classificação.

guess who? de ganseyism [Teen]: Essa foi escrita antes do último livro ser lançado, então pode ser lido como uma suposição ou apenas um universo alternativo. Eu gosto bastante, até porque me fez pensar como seria a vida dos personagens na faculdade, o que é sempre legal.

Taking Something More de sixappleseeds [Adulto]: Escrito antes de Blue Lily, Lily Blue. É basicamente smut, hentai ou qualquer que seja a palavra que preferir. Sem beijos e um falso sexo por telefone. E é isso.

in rainbows de nikkiRA [Teen]: Angustia é a palavra-chave quando o assunto é Bluesey, tanto no cânone quanto nessa fanfic. E eu a recomendo muito.

your embrace is a treacherous place de nighimpossible [Explicitoo]: É necessário ter conta no site para ler, mas vale a pena esperar alguns dias para receber um email do AO3 com o seu convite. Novamente, smut, porém em mais de um cenário.

overanalyze again, would it really kill you if we kissed, this hope is treacherous, this daydream is dangerous e on a tree in the garden i carved your name and the word is spelled, todos de  daisymeadowss [todos Teen]: Essa autora escreve esse casal com uma interpretação próxima do cânone e ela escreve muito bem. Leiam todas as fanfics dela de Garotos Corvos, valem a pena.

Helter Skelter de teanotes [Teen]: Esse não é exatamente Bluesey mas foi uma das primeiras fics de Garotos Corvos que eu li. É um universo alternativo focado na Blue e nos Garotos Corvos e Road Trip e o resultado é bem satisfatório.

Com certeza tem mais histórias pela internet e com certeza vou continuar lendo elas. Quem eu não volto daqui a alguns meses com uma parte 2?

Por E.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Pra começar 2017 bem: consumo consciente + Marie Kondo

Já estamos quase na metade de janeiro, mas a essência do negócio é o recomeço. Dizem que 2017 será o início de um novo ciclo, porque a soma de seus algarismos resulta em 1, então vamos começar esse ciclo direitinho!
Eu não fiz metas para 2017, mas o mais perto disso foi colocar na cabeça que vou comprar o mínimo de coisas possíveis esse ano. Isso porque no final do ano passado vi um vídeo sobre coisas que usamos no dia dia que são feitas com trabalho escravo e que nem imaginávamos. Lá estavam celular, chocolate, borracha, etc. Mas o que eu lembro que me marcou foi o trabalho escravo de roupas, por conta do pedido de ajuda que as costureiras fizeram, elas colocavam bilhetes dentro das peças, ou costuraram bem pequenininho nas etiquetas, pedindo por socorro.
Aquilo ficou na minha cabeça porque todos querem fugir em algum momento, seja por alguma situação que estamos passando ou por uma simples aventura, e quando não dá pra fazer isso de verdade nos refugiamos em livros, séries, histórias, é a proposta do nosso blog, afinal. Mas essas pessoas devem querem fugir o tempo todo, e de verdade, não esquecer a vida delas por alguns minutos, mas mudar de vida de uma vez por todas! 
"Tá mas como podemos ajudar?" Essa é a parte que a gente entra, pensa comigo: se compramos uma quantidade excessiva de roupas (mantendo o exemplo), eles produzirão uma quantidade excessiva pra dar conta, então eles contratam várias pessoas para trabalharem mais rápido, e ainda vendem por um preço baixíssimo o que faz elas ganharem uma miséria por esse trabalho exaustivo, que deve ser feito em péssimas condições, em um ambiente medonho. Então se comprássemos o necessário, e não qualquer peça na promoção, não faria sentido pra eles produzir enlouquecidamente.
Além do mais, além de ajudar essas pessoas indiretamente, estaremos ajudando o meio ambiente diretamente, já que produzindo menos usaremos menos recursos, que estão cada vez mais escassos. 
Pra se ter uma ideia da dimensão do efeito de uma inofensiva calça jeans, uma foto do artigo da revista Vida Simples, Recordar é Viver, de Junho de 2014:
Talvez não dê pra ler tudo, mas só para ver que eu não estou exagerando, a parte dos 11 mil litros diz: "Uma calça que você compra na loja está encharcada com 11 mil litros de água." É água com força...
E o que isso tem a ver com Marie Kondo? Se você já ouviu falar nesse método, sabe que ela preza manter consigo apenas aquilo que traga alegria, e nunca manter algo "porque sim". Então aquela blusa que você ganhou, mas manteve só por consideração, mas nunca vai usar, passe adiante, porque a função dela já foi cumprida no momento que você recebeu. Fazendo isso você vai perceber que tem muita roupa, sendo que só usa cerca de 1/4 do total, tendo consciência de tudo que você tem e amando o que você tem aquele problema de "Não tenho o que vestir" acaba, e de sobra você ainda faz uma ótima ação, porque verá o quanto de coisa vai doar. 
Marie Kondo, também, quebra vários tabus sobre a organização, como nada de roupas de ficar em casa, nada de arrumar aos poucos, e finalmente foi um método que eu realmente percebi a diferença, isso porque a transformação não ocorre só na casa, mas em você. Arrumar a casa no método dela é uma atividade de autoconhecimento, você passa a perceber o que realmente te traz alegria e o que mantinha só por inércia. E a partir do momento que você sabe o que traz alegria você para de comprar coisas só por comprar. Então sabe aquele hábito de ficar nervosa e fazer compras? Ele acaba quando percebemos que isso é só uma ilusão momentânea.  
Outra grande ajuda que ele dá no probleminha que falamos antes, é que ele ajuda muito com o desapego material, eu fazia yoga e algumas meditações eram voltadas a desapegos, e desapegos materiais, especificamente, mas ler esses livros acelerou o processo em anos. Com isso eu não me sinto mais a vontade em lugares cheios de coisas, me sinto sufocada, prefiro lugares cleans e arejados, onde eu consiga ver rapidamente tudo que está no lugar, nada de coisas se sobrepondo as outras, e poluição visual e comprar várias coisas acaba indo exatamente contra esse princípio. 

Então é isso gente, precisava muito falar sobre consumo consciente, (falei consumo consciente tantas vezes... é pra ficar na sua cabeça!), mas como aqui falamos até agora sobre livros, resolvi unir os dois nesse post! Espero que tenham gostado, esse é um livro que vale muito a pena ser lido, (farei uma resenha só sobre ele, em breve), também espero que considerem e reflitam sobre tudo aquilo que falei no começo e façam um consumo consciente não só esse ano, mas daqui pra frente. Já desejei Feliz Natal, então agora um feliz 2017 e consumo consciente, porra! (Sorte do Agora Feelings ;)
P.S.: O link pra quem quiser ver o vídeo dos Fatos Desconhecidos sobre trabalho escravo (em pleno século XXI...): https://www.youtube.com/watch?v=xlUv3waksQI
Por: J.W.

sábado, 7 de janeiro de 2017

Resenha: Prisoner of Night and Fog, de Anne Blankman

Sinopse:
Na Munich dos anos 1930, perigo espreita atrás de cantos escuros, e as ruas são enterradas dentro da cidade. Mas Gretchen Müller, que cresceu no Partido Nacional Socialista sob a proteção de seu tio Dolf, foi protegida desse lado da sociedade desde que seu pai trocou sua vida pela de Dolf, e Gretchen é
 sua favorita, seu bichinho de estimação.
Tio Dolf é outro senão Adolf Hitler. E Gretchen segue qualquer comando seu.
Até que ela conhece um jovem repórter judeu destemido e bonito chamado Daniel Cohen, que alega que seu pai, o adorado mártir nazista, foi na verdade assassinado por um colega desconhecido. Ela deveria desprezar Daniel, mas ela não consegue parar de escutar sua história - ela também não consegue resistir a atracão entre os dois, apesar de tudo que ela foi ensinada a acreditar.
A medida que Gretchen investiga as pessoas que ela sempre considerou amigas, ela deve decidir onde suas lealdades estão. Ela escolherá a segurança de sua antiga vida como uma amada dos Nazistas, ou ela ousará cavar a verdade - mesmo que isso possa fazer ela e Daniel morrerem?




Prisoner of Night and Fog, primeiro livro de uma duologia, foi uma ótima leitura que fechou meu 2016. Ambientado na Alemanha no início dos anos 1930, é um livro com um desenvolvimento de personagem interessante, pesado em certas partes e no geral uma narrativa que me prendeu até o final.  
"'Why are people unhappy?' and he had concluded that one way people try to lessen their unhappiness is by finding a group to hate." 
O amadurecimento da Gretchen ao longo da história é a melhor parte do livro. Uma adolescente inocente no começo, produto de uma criação voltada a não questionar nada, ela se rebela ao ser alvo de injustiças e ao passo que se aprofunda mais e mais sobre o assassinato de seu pai. Sua visão sobre a realidade muda gradualmente com a ajuda de Daniel, um jornalista judeu. Entretanto, como seria de se esperar, em várias partes ela hesita, pensando no que foi ensinado a ela até perceber qual o lado certo. De certo modo, ela representa o cidadão alemão da época, manipulado pelo poder de persuasão de Hitler, exceto que esse véu é retirado de seus olhos.
"[Hitler] was in a bad mood because he had seen an opera in which he didn't like the soprano, and he spent nearly an hour dissecting the singer's performance..." 
O mistério que Gretchen e Daniel investigam é bem fácil de decifrar para o leitor, por motivos óbvios, mas isso não estraga a leitura, Um ponto interessante é que muitos personagens apresentados são figuras históricas que a autora detalha o papel em um glossário nas notas finais do livro. 

Existem algumas cenas fortes que algumas pessoas possam ter dificuldade de ler, mas que são pontos cruciais para dar pontos de partida nos arcos dos personagens, Foram bem executadas, me levando a querer tirar a Gretchen da realidade dela e a proteger de tudo.
"'He doesn't understand things as we do, Gretchen. I shall have a talk with him.'
Gretchen froze. Surely she couldnt have heard it correctly. 'Mama, don't you see
what he did to me?'"
Admito que  em um ponto da leitura achei que no clímax a autora optaria por usar um Deus Ex Machina, mas ainda bem que foi bem desenvolvido e com um gancho para o segundo volume, Conspiracy of Blood and Smoke.

Para encerrar, uma foto de dois dos meu amores:



Por E.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Presente de Natal Atrasado: Livro S, de J.J.Abrams e Doug Dorst

Esse post é um pouco diferente: ele não é uma resenha avaliativa, porque ainda não terminei de ler, mas como já estou gostando muito dele, achei que seria uma boa ideia mostrá-lo, para que, talvez, mais pessoas conhecessem.


Esse livro é bem diferente porque a história vai além da história do livro. O autor do livro desapareceu, ou nunca existiu, e dois jovens que não se conhecem vão tentar descobrir esse mistério juntos, através de comentários, que eles mesmo vão deixando nos livros e devolvendo na biblioteca até o outro responder. Mas o mais legal é que você vai descobrindo as coisas junto com eles, e tentando juntar as pistas que eles deixam, como nas imagens, por exemplo, tem um cartão postal  e um artigo de jornal, que em algum momento eles serão importantes.
Até onde eu li, gostei bastante do estilo da leitura. Sinceramente estou gostando muito mais de ler os comentários do que as histórias em si, mas enfim, o conteúdo é muito bom, mas ao mesmo tempo o que destaca nesse livro é a estética: as páginas tem o aspecto envelhecido propositalmente, com manchas de mofo, manchas de caneta também ajudam a viver a história parecendo que os comentários foram escritos com pressa e fazendo você sentir a tensão daquele momento. Enfim, os detalhes são impressionantes, por exemplo, como é um livro de biblioteca, no final, na contracapa, ele tem carimbos de devolução, e riscos em cima das datas em que foram entregues, tudo isso faz a história parecer ainda mais realista, como se ela realmente tivesse acontecido, como algum diário secreto que você encontra, por acaso, em uma caixa velha quando vai passar as férias na casa da sua avó.


O único "defeito" por enquanto, é que estou demorando bastante pra ler esse livro, já que tem que ler basicamente duas histórias, (a obra de Straka, o escritor desaparecido, e os comentários do Erik e da Jennifer. Fora ir e voltar no livro entendendo as mensagens subliminares), então tenho esse livro desde o ano passado, e como leio vários livros ao mesmo tempo acabei deixando esse de lado, mas nada como as férias pra ajudar.
O fato é que na época em que eu comprei, haviam boatos de que foram feitos pouquíssimos exemplares, porque eles tinham que ser feitos na China, porque davam muito trabalho e nenhuma editora por aqui estava interessada, então ele custava por volta de 100 reais, tive que pesquisar bastante e esperar uma promoção, pra conseguir comprar, por, acho que, 69 reais, mas acho que hoje, por estar mais conhecido, fizeram mais exemplares e já deve dar pra encontrar na faixa dos 50 reais. Então acho que é uma compra que vale a pena ser feita, pra quem gosta bastante de livros, é quase um item de colecionador, e mesmo que você não tenha paciência pra ler a história, vale só pela experiência de tentar descobrir o que aconteceu com o escritor, ou até se ele existe...
Agora algo que pode ter ficado confuso foi a parte de falar que as editoras não quererem fazer pelo fato dele dar muito trabalho para fazer, isso porque as pistas são muito bem feitas,  alguns exemplos são:
"Veja a cópia da carta que eu achei na página 42", e você vai lá na página 42 e tem uma carta, não sei se foi manualmente, ou não, mas é louco pensar que tudo isso tem que ficar certinho para história ter sentido, ou então, um GUARDANAPO, sim, um guardanapo dobrado, onde as pistas são escritas "de caneta", sério, é muito bem feito. Basicamente foi ele que me fez querer muito esse livro, quando um amigo me mostrou o dele.
Outra coisa que eu gostei demais são essas frases de efeito que me fazem querer botar isso de fundo de tela pra ficar lendo. Achei poético...

Então é isso, não sei qual vai ser minha opinião ao chegar no final do livro, mas por enquanto é bem positiva, ele é perfeito pra fugir e viver outra história! Espero que gostem e feliz natal super atrasado!! :) 

P.S.: Esse livro também existe na versão digital, para quem quer um preço mais acessível, mas realmente não entendia qual seria a graça...

Por J.W.


terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Resenha: Written in Red, de Anne Bishop


Sinopse*:
Meg é uma profetisa de sangue. Sempre que a sua pele é cortada, ela tem uma visão do futuro – um dom que mais lhe parece uma maldição. O Controlador de Meg mantém-na aprisionada de forma a ter acesso total às suas visões. Quando finalmente ela consegue escapar, o único sítio seguro para se esconder é no Pátio de Lakeside – uma zona controlada pelos Outros.

O metamorfo Simon Wolfgard sente alguma relutância em contratar a estranha que lhe pede trabalho. Sente que ela esconde algo e, para além disso, ela não lhe cheira a uma presa humana. Algo no seu íntimo leva-o a contratá-la, mas ao descobrir quem a jovem realmente é e que o governo a procura, ele terá de tomar uma decisão. Será que proteger Meg é mais importante do que evitar o confronto que se avizinha entre humanos e Outros?



*tradução fornecida pela versão portuguesa da Saída de Emergência.




Havia algum tempo que eu me interessara por esse livro e fiquei muito animada quando finalmente consegui tocar minhas mãos na cópia física (mesmo que seja um pocket, mas nunca podemos ter tudo o que queremos). Um dos meus gêneros favoritos é fantasia urbana e assim que li a sinopse fiquei curiosa. E devo escrever que não fiquei nem um pouco decepcionada; ao contrário, essa é uma das minhas melhores leituras do ano (que não foram muitas, eu sei, mas ainda assim conta).

Anne Bishop nos introduz a um mundo semelhante ao nosso, porém onde seres sobrenaturais têm o controle dos recursos naturais e, por isso, os humanos ficam sob seu controle. A dinâmica dessa realidade é tensa na maioria das vezes, com os Outros sendo mais animais do que humanos em todos os aspectos imagináveis e um ódio no ar por parte dos humanos. Entretanto, os personagens não são divididos entre bons e maus, ficando no meio, tanto humanos quanto os Outros, e essa é a melhor parte. Seria muito fácil taxar os humanos como coitados, porém eles sucumbem facilmente a ganância por um lado, e lutam pela justiça, do outro. 


"But he had shot a human to protect a wolf, and no one was going to forget that."
Claro que os Outros também não são o perfeito arquétipo de heróis. A narrativa envolve eles, sim, mas isso não significa que eles estão livres de atos como matar e comer humanos e ameaças. Mas eles também são fortemente unidos e capazes de qualquer coisa para proteger aqueles com quem se importam. Os humanos temem eles e, por isso quando estão em contato com algum não sabem agir muito bem, pois estão mais acostumados com seus instintos. E em relação a matar e comer humanos eles tem leis para isso, de modo que apenas aqueles que entram em seus territórios sem autorização são levados para o açougue (eu não estou brincando). Eles tem suas próprias morais, diferentes das dos humanos, mas parecidos em alguns aspectos. 

"If the weather had been milder, he would have let the girls find their own way to the bus stop, since it was within sight of the bar. By itself, the amount of blood he’d taken from each of them wouldn’t do more than make them tired. But the police officer, Lieutenant Montgomery, paid attention to the Courtyard now, and Vlad didn’t think Simon would appreciate questions about two girls falling into a drunken sleep and dying in a snowdrift so close to where the Sanguinati lived—especially when there was no reason for the girls to die. So he flagged down a cab and paid the driver to take the girls back to their residence at the nearby tech college"

Esse é o primeiro livro de uma série e, por isso, parte dele apresenta o universo ao leitor. Porém não fica cansativo porque está implantado na narrativa. A ação final é incrível e me deixou mais encantada com os Outros e com a própria Meg.

Eu gostei bastante da Meg, a protagonista. Na primeira parte do livro, algumas pessoas podem a achar um pouco Mary Sue, com os Corvos e alguns dos Outros gostando dela e com sua personalidade calma e inocente. Porém, antes de vocês irem odiando ela, considerem algumas coisas. Primeiro, ela ficou trancafiada por 24 anos, tendo a sua única fonte de informações sobre o mundo  as suas visões e aulas dada por seu Controlador. Se espera que, quando ela finalmente conseguisse fugir seu conhecimento sobre a vida fosse limitado, a deixando bem curiosa e inocente sobre qual seria o comportamento esperado de um humano em relação a esses seres sobrenaturais, que são os mesmos que a acolheram em sua fuga, mesmo que eles não saibam. Segundo, sobre a surpresa e curiosidade dos habitantes do Pátio de Lakeside, é o que acabou de ser dito. Os humanos crescem tendo medo deles e mantêm distância e aqueles poucos que trabalham perto deles não se esforçam muito.

Sim! Porque se tem uma coisa que tira Meg totalmente do espectro Mary Sue (um termo que eu odeio, sinceramente) é que ela se esforça muito para agradar a todos, o que nem sempre dá certo. Como ali é seu refugio, ela quer ficar de qualquer jeito e ela se esforça para fazer um bom trabalho.

"The ponies shifted, jostled, nipped at her coat in a way that made her think of a child tugging on an adult’s sleeve in a bid for attention. She didn’t have enough mail sorted to fill the baskets for the eight ponies who had shown up, but she made sure they all had something to carry. Then she opened the box of sugar lumps. “A special Moonsday treat,” she said, holding out two lumps to Thunder."


O fato dela ser uma profeta de sangue, um conceito muito interessante, aliás, só a faz ser mais incrível. Seu dom é a parte mais importante do livro, por ser o motivo dele existir em primeiro lugar. Não darei spoilers, mas direi que, depois da ação principal, é bom você achar ela badass.

Tem muitos outros personagens legais, incluindo o maravilhoso, gostoso e tudo de bom Simon Wolfgard! Não tenho muito o que escrever sobre, porque apenas lendo para entender como ele é maravilhoso então comentarei apenas sobre o futuro romance entre a Meg e ele. A melhor e pior parte é o desenvolvimento lento, que ao mesmo tempo em que fico feliz que a autora dê tempo para o romance nascer aos poucos, me deixa angustiada, porque eu quero que eles fiquem juntos logo, pra ontem! Mas como eu gosto de sofrer quando o assunto é romance, esperarei. Gente, eles são MUITO FOFOS! 


"And Simon didn’t say a word about her using him as a furry pillow."
"He watched her, listened to her, and knew she was truly asleep. He kissed her forehead and found the act pleasing for its own sake. And, he admitted as he licked his lips, it was enjoyable for other reasons. Meg wasn’t bitable, but he really did like the taste of her."



Não sei quando conseguirei o segundo livro, Murder of Crows, porque não posso comprar livros até terminar a minha pilha de 20 livros não lidos, mas fiquei com muita vontade de ler todos os livros. E ah! A Saída de Emergência bem que poderia trazer a série para o Brasil. Tenho certeza que todos agradeceriam.

Por E.

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Resenha: A Sorte do Agora, de Matthew Quick

Sinopse:
 Bartholomew Neil passou todos os seus quase 40 anos morando com a mãe. Depois que ela fica doente e morre, ele não faz ideia de como viver sozinho. Wendy, sua conselheira de luto, diz que Bartholomew precisa abandonar o ninho e fazer amigos. Mas como um homem que ficou a vida toda ao lado da mãe pode aprender a voar sozinho? Bartholomew então descobre uma carta de Richard Gere na gaveta de calcinhas da mãe e acredita ter encontrado uma pista de por quê, afinal, em seus últimos dias a mãe o chamava de Richard... Só pode haver alguma conexão cósmica! Convencido de que Richard Gere vai ajudá-lo, Bartholomew começa essa nova vida sozinho escrevendo uma série de cartas altamente íntimas para o ator. De Jung a Dalai Lama, de filosofia a fé, de abdução alienígena a telepatia com gatos, tudo é explorado nessas cartas que não só expõem a alma de Bartholomew, como, acima de tudo, revelam sua tentativa dolorosamente sincera de se integrar à sociedade. Original, arrebatador e espirituoso, A sorte do agora é escrito com a mesma inteligência e sensibilidade de O lado bom da vida. Uma história inspiradora que fará o leitor refletir sobre o poder da bondade e do amor.


Não sabia o que esperar desse livro, já que não li outros livros do autor (sim, fui do contra, e não comecei pelos conhecidos...), mas mesmo sem saber o que esperar, esse livro me surpreendeu! A Sorte do Agora, é um livro que te faz repensar, quase sem perceber, sobre vários acontecimentos da sua vida, e enxergar as coincidências de um jeito diferente. Depois de ler, você não vai conseguir passar por um acontecimento que parece que os astros se alinharam sem pensar: "Sincronicidade?"

"Pensei em todos os eventos aleatórios aparentemente sem relação que precisaram ocorrer em sequência para me colocar naquela situação, naquele exato momento no espaço e no tempo." (Pág. 144)

Quem nunca teve um momento assim? Bartholomew com seu jeitinho de quarentão perdido faz explicações divertidas sobre teorias de Jung e pensamentos de Dalai Lama, te fazendo refletir sobre o porquê certas coisas acontecem, em um determinado momento específico. Sabe quando você quer uma coisa e ela não acontece e só depois de um tempo você percebe que foi melhor daquele jeito? Nosso personagem principal explica isso com sua teoria, de que algo ruim acontece para algo bom acontecer, quase como para reequilibrar a ordem natural das coisas. Afinal o que seria o bom sem o ruim? Ou então: sem o ruim, o bom seria tédio?

Outra coisa legal, além desses pensamentos, (pra quem é meio brisa mesmo, porque será que adorei?) é que a leitura é super rápida, cada capítulo é uma carta destinada ao ator Richard Gere, então parece que você está lendo as correspondências escondido, ou algo do tipo, e com isso acaba se sentindo ainda mais próximo dos personagens.

Enfim esse livro é engraçado:
"Parlamento dos gatos, porra!" (Pág. 210);

Filosófico, cheio de dúvidas: 
"Era como se devêssemos estar ali, naquele tempo e naquele lugar, quase como se fosse algo predestinado. De algum modo parecia certo.Não sei.Mas talvez." (Pág. 200);

Poético:
"Sinto como como se estivesse me abrindo, uma flor florescendo, um fósforo aceso, uma bela juba de cabelo se soltando de uma coque. Sinto que muitas coisas antes impossíveis agora são possíveis e andei me perguntando se essa é a razão por eu não ter chorado nem ficado chateado quando minha mãe morreu. Será que as pétalas das flores coloridas choram e se lamentam quando não estão mais dentro do caule verde? Eu me pergunto se passei os primeiro trinta e oito anos da minha vida dentro do meu caule, dentro de mim mesmo".(Pág.92);

(Quantas pessoas não passam a vida toda dentro de si mesmas? Vivendo nas sombras do que esperam delas e não do que realmente querem fazer. Quantas pessoas tem coisas maravilhosas dentro de si, que não falam ou não fazem por medo, ou qualquer outro motivo pequeno...)

Mas, esse livro, é sobretudo humano, no sentido de que não tem nada de extraordinário nos personagens, eles são pessoas comuns, que até acham suas vidas sem graças, mas mesmo assim fazem você se encantar pelo comum, ver a beleza no que está ali o tempo todo na sua frente, mas que não damos bola, porque? Também não sei... Várias vezes eles se questionam do porquê eles estarem ali, se é pra ser tão comum, qual o sentido? E então mais teorias e lições pra independente de quão comum seja, aproveite o momento, porque ele não vai se repetir:

"Haveria diferentes variáveis, uma equação totalmente diferente composta de circunstâncias distintas, o que era inevitável, porque a vida está sempre evoluindo e mudando, e, portanto, independente de quanto quiséssemos, nunca teríamos aquele momento outra vez. Mesmo que tentássemos recria-lo com todas as nossas forças, chegando até a vestir a mesma roupa, falharíamos, porque não dá para derrotar o tempo, só é possível desfrutar dele sempre que dá, à medida que ele se estende indefinidamente." (Pág. 215)

(Esse trecho me faz lembrar partes de um livro, que em breve farei resenha, de um filósofo francês, do livro Aprender a Viver, onde ele fala que, resumidamente, a única forma de viver bem é parando de ficar entre a nostalgia e a esperança, entre as lembranças e os projetos e se concentrar no presente, que é o único momento que realmente existe. Sincronicidade?)

Com um final encantador, esse livro faz você ter um carinho pelos personagens e também fará você se interessar por outros livros do autor, também me fez ficar mais calma em relação ao futuro já que pelas lógicas de Bartholomew, se algo estranho acontece é só pra no futuro algo melhor acontecer, então que futuro dilícia será, não é mesmo? Ótimo pra ler em tardes ensolaradas que você está de bem com a vida, ou em dias nublados com direito a crises existenciais! Boa Leitura, e espero que gostem!! 

(Acabei a resenha e minha prima me mandou uma foto do gato dela, que se chama Bartho... de Bartholomew... Sincronicidade? Fica no ar...)

Por J.W.

MEGA ALERTA DE SPOILER/Só pra quem leu:


Alguém me explica como ele sabia o nome do Adam...